Érica Beatriz, 32 anos, amante de leitura, cachorros, decoração e o mais legal de todos os hobbys: Jogos e mundo Geek. Querendo compartilhar coisas do minha vida adulta um pouco neurodivergente e ansiosa, se sinta bem em comentar. ♡

janeiro 08, 2026

E mais um ano

E mais um ano se começa, mais uma chance de mudar de vida, mais uma forma diferente de se ver as coisas, não é mesmo? Mas e aquelas coisas que você não quer muito que mude? É uma forma de ver a vida, não é mesmo? Hahaha

Eu e minhas amigas temos a tradição de toda virada de ano passamos juntas e claramente esse ano não foi diferente. Tem um ponto a ser colocado, minha mãe faleceu na virada da noite do 01 de janeiro de 2021 para o dia 02, então não é mais uma data comemorativa para mim, já que ela se foi de forma muito traumática para mim. Vão chegando os meses do fim do ano e fico muito deprimida, mas é a vida, né? O luto não é algo linear.

Esse ano decidi que queria comer algo que me lembrasse muito ela, mesmo que o sabor não ficasse o mesmo. Fiz lasanha, com a receita dela que lembrava de cabeça, já que nem eu e muito menos ela fazem comida com medidas.

Fiz farofa de banana-da-terra assada, lasanha e também teve salada e de sobremesa bombom de travessa. Foi uma experiência, que agora quero repetir mais vezes quando sentir a falta dela. Tenho uma lembrança muito específica de quando a minha mãe fazia lasanha e o quanto ela ficava feliz de fazer.


Ficou com o mesmo sabor, a mesma textura e a mesma aparência de quando ela fazia e eu chorei, chorei de saudades, de felicidade e de saber que ela nunca vai realmente sumir de mim. Certas coisas não quero que mude, ter minhas amigas perto de mim nessa data tão importante muitas vezes é o que mantém segura, é o que mantém a vontade de continuar.

Passamos a virada de pijaminhas iguais, parecendo crianças em festa de pijama, fizemos simpatia das 12 uvas, a do dinheiro colado no pé e fiz a oração anual de agradecimento de um ano novo que se começa. Sempre muitas coisas, sempre muitas risadas e sempre muito amor envolvido.

Os fogos esse ano deixaram os meus cachorros bem agitados, normalmente não os afeta tanto, pois ele sempre veem que estamos calmas e se mantêm calmos também, mas desa vez não, ficamos sentadas com eles nos colo até tudo se silenciar novamente.

Completou cinco anos desde daquele dia, achei que essa virada seria complicada já que tinha percebido que estava deprimida desde o dia 27 de dezembro. Achei que seria muito dolorido, mas foi um dos mais em paz que passei, a saudade NUNCA vai embora, a dor NÃO diminui, mas fica mais fácil de lidar com o tempo e isso é assustador. Mas é isso, nada realmente é algo que controlamos, a gente só sente e tenta lidar.


dezembro 16, 2025

Sobre 13 de Abril de 2025

 Vou contar a minha relação com o One Ok Rock e sobre o melhor dia da minha vida.

Começou bem cedo, já curtia J-Rock e uns visuals kei, no primeiro ano do ensino médio, eu tinha um namorado e foi ele que me apresentou a banda. 2009 o ano que conheci a banda que salvaria a minha vida em 2021. Ph, meu namorado na época me mandava muitas músicas e numa dessas ele dedicou para mim My sweet baby (que ainda é uma música que amo muito), direto ele me dedicava outras músicas, mas essa foi a que me marcou mais. Gostava muito da banda na época, mas não me considerava fã, já que preferia The GazettE e Miyavi, então não acompanhava muito, só ouvia as músicas que o Ph compartilhava comigo. 

Agora corta para 2019, quando pensei nos caras em um dia aleatório e fui atrás. Fiquei de cara porque não sabia que em 2017 teve show deles no Brasil e parei para ouvir os álbuns “novos” que eu não sabia e ali entrei em hiperfoco porque o som dos caras sempre foi ótimo. Eu mais velha entendia melhor o dito nas músicas. 

Sempre foi cantado vivência, apelo emocional, criticas a sociedade e /ou ao governo, os caras sempre mandaram muito bem. Na época o álbum lançado era “eye of storm” e tá lá eu super viciada nas músicas, change é a minha favorita.

Em 2021, por conta do falecimento da minha mãe, quem segurou as pontas para eu não surtar e ir atrás dela (além da Joyce, claro) foi a música deles, não imaginam quantas vezes pensei em me desviver, foi um trabalho mental bem forte, agradeço diariamente por isso.

Corta novamente, mas agora em 2025, porque fui ouvir de perto! Fui ver que eles são de verdade! Sim, a voz do Taka é tudo isso, potente e sedutora ao mesmo tempo, Toru e Ryota são uns amorzinhos e o Tomoya um doce de pessoa. No dia do show as músicas tocando e eu tava TÃO FELIZ e chorosa ao mesmo tempo. Chorei o show todinho e valeu cada dor sentida, cada lágrima derramada, cada centavo gasto! Estarei pronta para o próximo show!

As músicas do novo álbum o “Detox” são ótimas, as minhas favoritas são as mais agitadas como Party's over e C.u.r.i.o.s.i.t.y., porem ouvir o Taka dar tudo de si em Tiny Pieces e Pilot <3 me deixaram mais apaixonada do que sou naquele tampinha.

Muito bom estar viva para poder ter vivido isso e poder ter a chance de viver isso de novo.


Obrigada OOR, por salvar minha vida.

julho 14, 2025

Aquele medo de amar e o peso que carregamos

 

Sabe, ultimamente ando pensando em umas coisas… A vida é uma doideira, né? A gente passa por tanta coisa, e cada pedacinho vai virando bagagem. Uma hora, a mala está tão pesada que você quase desiste de carregar. Mas aí, do nada, aparece alguém que faz você querer colocar mais uma rodinha nessa bagagem e seguir em frente. E, cara, está acontecendo comigo.

Tem você. E tem o que sinto por você é… Me dá uma vontade louca de meter as caras e ver onde isso vai dar. De verdade, você me tira a paciência e me faz sorrir feito boba também. Quero muito estar com você, sabe?

Mas aí vem o “então”… E o “então” é que minhas malas tão cheias de uns traumas e transtornos que o tempo não apaga, só esconde. São umas dores antigas, umas desconfianças que a gente pega de brinde na vida. E fico com aquele receio idiota de que essas “marcas” que carrego possam, sei lá, te assustar, te afastar, ou pior, te machucar.

É foda ter que revelar detalhes assim, te expondo a algo que nem é seu. Mas sou assim, transparente, não consigo fingir que está tudo lindo e maravilhoso. Tenho receio de não conseguir confiar, de precisar do meu canto por vezes para lidar com os meus fantasmas. Já passei por umas que me deixaram com essa pulga atrás da orelha de “será que dessa vez vai ser diferente?”.

E aí a gente se pergunta: “Será que estou ficando louca de novo, querendo algo que talvez eu não consiga segurar?” Mas a verdade é que o que sinto por você me dá uma força absurda para tentar. Estou nessa jornada de desatar esses nós, de lidar com essas coisas que me puxam para baixo. Não estou te contando isso para você ter pena, mas para você saber onde eu piso.

O que eu preciso? Ah, sei lá, um pouco de paciência, talvez. E uma dose extra de comunicação. Prometo ser a mais honesta possível sobre o que se passa aqui dentro.

Então, é isso. Queria que você soubesse que quero muito a gente, mesmo com a minha bagagem. O que você me diz? Será que a gente topa essa loucura? Espero que sim. Porque, I guess a part of me is gone, mas outra parte, a que quer estar com você, está mais viva do que nunca.

julho 12, 2025

Relendo livros de quando era adolescente, a saga


Recentemente, decidi reler alguns livros que li na época de adolescente e o primeiro da vez foi exatamente o queridinho daquele momento, Crepúsculo.

Quero comentar sobre a sensação de reler algo já sendo adulta e como isso pode mudar a sensação de nostalgia que vivo às vezes. Tenho a saga toda física, mas agora a tenho no Kindle também. Lendo o primeiro capítulo e já vendo o clichê da menina estabanada, completamente invisível na cidade em que mora e blá, blá, blá. Fiquei me questionando “Como que eu gostava disso?”, continuei lendo e a cada página ficava mais irritada em como Isabella Swan era uma total adolescente básica de 17 anos.

Nada contra pessoas básicas, tenho até amigas que são, porém, é tão sem personalidade e aí ela só “cria” uma quando já está se relacionando com o Edward. Até me questionei se eu era assim na idade dela e concluí que talvez sim.

Em muitas ações dela, vejo o que uma supervisão parental não a colocaria em situações de pura IDIOTICE E MALUQUICE em que quase a matou, mas tudo bem, é somente um livro, às vezes têm que lembrar que não é uma realidade hahaha. Muitas ocasiões ela deixa claro em como o Charlie tenta ser um bom pai, mas o trata com indiferença? Em outras vezes, até esquece que mora com ele?

As partes em que ela fica com receio de apresentar o Edward quando começaram a ficar juntos são engraçadinhas, quem já apresentou o namorado para os pais sabe bem as emoções dela e fiquei com o coração quentinho hehe. Edward é toxico, sim, super protetor também, porém muitas ações dele são justificadas por conta da época que se passa, não ignoro e isso me fez pensar em largar o livro por muitas vezes, mas o momento de tensão, pela escrita ser boa, apaga um pouco o antes e você se foca nisso.

Posso dizer com todas as letras que o livro valeu muito o hype dele na época, a escrita é realmente envolvente, determinada, explicativa no ponto certo e muito bem elaborada. Sentia falta de uma boa escrita e não percebi.

Sobre o filme, acho muito vergonha alheia e quase não assisto, mas às vezes em época de frio as pessoas têm razão que combina muito e aí faço a maratona com a colega de casa. Pretendo ler toda a saga, mas só comentarei Crepúsculo e Sol da Meia-Noite, já que saiu muito tempo depois do livro um.

Considerações finais: Bella, pelo amor da Deusa, PENSA DIREITO, MULHER. A escrita é maravilhosa, Alice ainda é a melhor personagem dessa saga INTEIRA e podem reler sem medo, não envelheceu tão mal assim.



abril 01, 2023

Uma lembrança engraçada

Esses dias eu estava pensando nas coisas que vivi com a minha mãe, pra quem não sabe, esse ano fez dois anos que ela faleceu. 


Contar um momento engraçado que vivi na época da pandemia enquanto cuidava de minha mãe. 


Minha mãe teve câncer de laringe e estava em estado avançado, fez uma cirurgia enorme e muito invasiva, estava com muitas limitações, mas ainda conseguia fazer muitas coisas sozinha. Foi um período MUITO cansativo, mesmo ela muito independente com algumas coisas, outras ela precisava de ajuda, mas isso conto outro dia. 


Eu estava dormindo em um período entre manhã e a hora do almoço, estava muito cansada e com meus três cachorros no quarto. Uns dias antes tinha passado um trator pequeno pra limpar um pedaço do asfalto que estava muito danificado em frente à minha casa. Nesse dia voltaram pra poder terminar o serviço.  


Usaram uma niveladora e ela fez a casa toda tremer, a casa é de andar. Acima da minha cama tinha uma prateleira com algumas decorações e com isso algumas coisas caíram bem em cima de mim me fazendo assustar. Como tudo tremia e eu completamente desnorteada com o que estava acontecendo só pensei " a casa vai cair", levantei-me desesperada, peguei dois dos meus dogs e abri a porta, chamei a terceira dog e desci o mais rápido que consegui. Chegando na cozinha, encontro minha mãe ouvindo música e fazendo pizza (porque ela queria de almoço) na pura PLENITUDE. 


- MÃE, NÃO TA SENTINDO A CASA TREMER??? 

- Não - bem tranquila 


E eu fiquei "Será que eu louca?" coloquei os dogs no chão e fui ver o que era que tinha me deixado tão assustada, vi que estava só, apenas recapando a rua e comecei a rir de nervoso. 


Voltando pra dentro de casa minha mãe me pergunta: 


- Você não estava dormindo? 

- Estava, mas algo caiu em mim, me assustei e percebi a casa tremer, desci desesperada e encontro a senhora supertranquila, até achei que estava ficando doida. 


Ela riu e voltou a fazer as coisas dela, chamei os dogs e voltamos pro quarto, deitei-me na minha cama e mandei mensagem para as minhas amigas falando do ocorrido e até hoje elas me zoam falando que eu achei que era terremoto. Me dá um desconto, cara, eu estava dormindo. 

 
 

As vezes a gente acha que é apenas uma coisa de momento, mas é uma lembrança bem gostosinha que vivi com a minha mãe e fico rindo de besta algumas vezes.