Érica Beatriz, 32 anos, amante de leitura, cachorros, decoração e o mais legal de todos os hobbys: Jogos e mundo Geek. Querendo compartilhar coisas do minha vida adulta um pouco neurodivergente e ansiosa, se sinta bem em comentar. ♡

agosto 12, 2026

E tenho é tempo pra isso, ein?

 Para quem não sabe, ou não me acompanha muito nessa vasta lista de redes sociais, eu sou uma pessoa ativa nas redes de texto, como o Twitter e o Threads, por lá, meio que falei por cima a atualização de hoje.

Uns meses aí para trás, eu fiquei com muita vontade de comer cachorro-quente (olha onde isso me levou) e uma batata palha um pouco mais dura que o restante acabou furando a parte de baixo da língua, doeu horrores, fiquei DIAS sofrendo com um incômodo horroroso e tal. Quando o incômodo passou, fiquei observando se não havia machucado feio e tal, e percebi umas manchas brancas no local do machucado.

Fiquei um pouco assustada, já que nunca passei por algo parecido. Na UBS perto da minha casa, tem atendimento emergencial com dentista. Fui lá e ele disse que, por conta do machucado, poderia ter desenvolvido candidíase oral. Ele me passou os remédios para tomar e eu segui bonitinho. Depois de todo o tratamento, percebi que as manchas seguiam lá ainda. Marquei uma avaliação em um dentista e lá ele me disse que não poderia me ajudar e que seria melhor ir atrás de um estomatologista (que, inclusive, descobri ser muito caro e tem poucos na minha cidade).

Fui lá na clínica nova, o dentista me olhou e disse que “pelos seus sintomas, não é câncer, fique mais aliviada, mas ainda é uma coisa séria, acabou desenvolvendo uma doença na gengiva e temos que tratar”. Legal, né? Quase tive uma síncope por isso, chorei horrores.

Vou explicar melhor um pouco dos sintomas. As manchas brancas, após alguns dias, secaram forte e as manchas se espalharam para a ponta da língua e lábios (eu estava utilizando um enxaguante bucal que indicaram manter), que escureceram as manchas onde tinha as manchas brancas. Tenho algumas doenças crônicas e outras coisas que me deixam com a imunidade baixa, e é bem capaz que tenha piorado tudo com o machucado (sou um poço de problemas de saúde).

Fiz uma avaliação completa do que preciso fazer para me curar desse negócio, fiz um raio-x lindo, e lá mostrou que ~tenho a mordida torta~ e deve ser bem por isso que acabei machucando a boca. Vou precisar fazer: raspagem (que já fiz), canal e restauração de quatro dentes, arrancar os sisos (os quatro) e utilizar aparelho para arrumar a mordida.

Isso tudo ocorreu e todos os dentistas me indicaram fazer o mínimo de esforço, pois esse negócio que me recuso a dar nome deixa a língua mais inchada e as gengivas também, e pessoalmente é um saco. Posso não morar sozinha e tal, mas ainda tenho uma vida para administrar e mal consigo perambular pela casa sem querer falecer de ódio. Agora, eu estou muito melhor que antes, seguimos com a secura da boca apenas, e me foi informado que o tratamento vai ser bem longo.

Agora tenho uma dívida enorme (pois estou fazendo todo esse tratamento no particular) para chamar de minha, até mais ou menos 2028. Muito bom, né? E às vezes eu nem me acho no direito de reclamar, já que, por enquanto, tenho condições de pagar, mas é uma situação mega chata e incomoda demais.


janeiro 08, 2026

E mais um ano

E mais um ano se começa, mais uma chance de mudar de vida, mais uma forma diferente de se ver as coisas, não é mesmo? Mas e aquelas coisas que você não quer muito que mude? É uma forma de ver a vida, não é mesmo? Hahaha

Eu e minhas amigas temos a tradição de toda virada de ano passamos juntas e claramente esse ano não foi diferente. Tem um ponto a ser colocado, minha mãe faleceu na virada da noite do 01 de janeiro de 2021 para o dia 02, então não é mais uma data comemorativa para mim, já que ela se foi de forma muito traumática para mim. Vão chegando os meses do fim do ano e fico muito deprimida, mas é a vida, né? O luto não é algo linear.

Esse ano decidi que queria comer algo que me lembrasse muito ela, mesmo que o sabor não ficasse o mesmo. Fiz lasanha, com a receita dela que lembrava de cabeça, já que nem eu e muito menos ela fazem comida com medidas.

Fiz farofa de banana-da-terra assada, lasanha e também teve salada e de sobremesa bombom de travessa. Foi uma experiência, que agora quero repetir mais vezes quando sentir a falta dela. Tenho uma lembrança muito específica de quando a minha mãe fazia lasanha e o quanto ela ficava feliz de fazer.


Ficou com o mesmo sabor, a mesma textura e a mesma aparência de quando ela fazia e eu chorei, chorei de saudades, de felicidade e de saber que ela nunca vai realmente sumir de mim. Certas coisas não quero que mude, ter minhas amigas perto de mim nessa data tão importante muitas vezes é o que mantém segura, é o que mantém a vontade de continuar.

Passamos a virada de pijaminhas iguais, parecendo crianças em festa de pijama, fizemos simpatia das 12 uvas, a do dinheiro colado no pé e fiz a oração anual de agradecimento de um ano novo que se começa. Sempre muitas coisas, sempre muitas risadas e sempre muito amor envolvido.

Os fogos esse ano deixaram os meus cachorros bem agitados, normalmente não os afeta tanto, pois ele sempre veem que estamos calmas e se mantêm calmos também, mas desa vez não, ficamos sentadas com eles nos colo até tudo se silenciar novamente.

Completou cinco anos desde daquele dia, achei que essa virada seria complicada já que tinha percebido que estava deprimida desde o dia 27 de dezembro. Achei que seria muito dolorido, mas foi um dos mais em paz que passei, a saudade NUNCA vai embora, a dor NÃO diminui, mas fica mais fácil de lidar com o tempo e isso é assustador. Mas é isso, nada realmente é algo que controlamos, a gente só sente e tenta lidar.


dezembro 16, 2025

Sobre 13 de Abril de 2025

 Vou contar a minha relação com o One Ok Rock e sobre o melhor dia da minha vida.

Começou bem cedo, já curtia J-Rock e uns visuals kei, no primeiro ano do ensino médio, eu tinha um namorado e foi ele que me apresentou a banda. 2009 o ano que conheci a banda que salvaria a minha vida em 2021. Ph, meu namorado na época me mandava muitas músicas e numa dessas ele dedicou para mim My sweet baby (que ainda é uma música que amo muito), direto ele me dedicava outras músicas, mas essa foi a que me marcou mais. Gostava muito da banda na época, mas não me considerava fã, já que preferia The GazettE e Miyavi, então não acompanhava muito, só ouvia as músicas que o Ph compartilhava comigo. 

Agora corta para 2019, quando pensei nos caras em um dia aleatório e fui atrás. Fiquei de cara porque não sabia que em 2017 teve show deles no Brasil e parei para ouvir os álbuns “novos” que eu não sabia e ali entrei em hiperfoco porque o som dos caras sempre foi ótimo. Eu mais velha entendia melhor o dito nas músicas. 

Sempre foi cantado vivência, apelo emocional, criticas a sociedade e /ou ao governo, os caras sempre mandaram muito bem. Na época o álbum lançado era “eye of storm” e tá lá eu super viciada nas músicas, change é a minha favorita.

Em 2021, por conta do falecimento da minha mãe, quem segurou as pontas para eu não surtar e ir atrás dela (além da Joyce, claro) foi a música deles, não imaginam quantas vezes pensei em me desviver, foi um trabalho mental bem forte, agradeço diariamente por isso.

Corta novamente, mas agora em 2025, porque fui ouvir de perto! Fui ver que eles são de verdade! Sim, a voz do Taka é tudo isso, potente e sedutora ao mesmo tempo, Toru e Ryota são uns amorzinhos e o Tomoya um doce de pessoa. No dia do show as músicas tocando e eu tava TÃO FELIZ e chorosa ao mesmo tempo. Chorei o show todinho e valeu cada dor sentida, cada lágrima derramada, cada centavo gasto! Estarei pronta para o próximo show!

As músicas do novo álbum o “Detox” são ótimas, as minhas favoritas são as mais agitadas como Party's over e C.u.r.i.o.s.i.t.y., porem ouvir o Taka dar tudo de si em Tiny Pieces e Pilot <3 me deixaram mais apaixonada do que sou naquele tampinha.

Muito bom estar viva para poder ter vivido isso e poder ter a chance de viver isso de novo.


Obrigada OOR, por salvar minha vida.

julho 14, 2025

Aquele medo de amar e o peso que carregamos

 

Sabe, ultimamente ando pensando em umas coisas… A vida é uma doideira, né? A gente passa por tanta coisa, e cada pedacinho vai virando bagagem. Uma hora, a mala está tão pesada que você quase desiste de carregar. Mas aí, do nada, aparece alguém que faz você querer colocar mais uma rodinha nessa bagagem e seguir em frente. E, cara, está acontecendo comigo.

Tem você. E tem o que sinto por você é… Me dá uma vontade louca de meter as caras e ver onde isso vai dar. De verdade, você me tira a paciência e me faz sorrir feito boba também. Quero muito estar com você, sabe?

Mas aí vem o “então”… E o “então” é que minhas malas tão cheias de uns traumas e transtornos que o tempo não apaga, só esconde. São umas dores antigas, umas desconfianças que a gente pega de brinde na vida. E fico com aquele receio idiota de que essas “marcas” que carrego possam, sei lá, te assustar, te afastar, ou pior, te machucar.

É foda ter que revelar detalhes assim, te expondo a algo que nem é seu. Mas sou assim, transparente, não consigo fingir que está tudo lindo e maravilhoso. Tenho receio de não conseguir confiar, de precisar do meu canto por vezes para lidar com os meus fantasmas. Já passei por umas que me deixaram com essa pulga atrás da orelha de “será que dessa vez vai ser diferente?”.

E aí a gente se pergunta: “Será que estou ficando louca de novo, querendo algo que talvez eu não consiga segurar?” Mas a verdade é que o que sinto por você me dá uma força absurda para tentar. Estou nessa jornada de desatar esses nós, de lidar com essas coisas que me puxam para baixo. Não estou te contando isso para você ter pena, mas para você saber onde eu piso.

O que eu preciso? Ah, sei lá, um pouco de paciência, talvez. E uma dose extra de comunicação. Prometo ser a mais honesta possível sobre o que se passa aqui dentro.

Então, é isso. Queria que você soubesse que quero muito a gente, mesmo com a minha bagagem. O que você me diz? Será que a gente topa essa loucura? Espero que sim. Porque, I guess a part of me is gone, mas outra parte, a que quer estar com você, está mais viva do que nunca.

julho 12, 2025

Relendo livros de quando era adolescente, a saga


Recentemente, decidi reler alguns livros que li na época de adolescente e o primeiro da vez foi exatamente o queridinho daquele momento, Crepúsculo.

Quero comentar sobre a sensação de reler algo já sendo adulta e como isso pode mudar a sensação de nostalgia que vivo às vezes. Tenho a saga toda física, mas agora a tenho no Kindle também. Lendo o primeiro capítulo e já vendo o clichê da menina estabanada, completamente invisível na cidade em que mora e blá, blá, blá. Fiquei me questionando “Como que eu gostava disso?”, continuei lendo e a cada página ficava mais irritada em como Isabella Swan era uma total adolescente básica de 17 anos.

Nada contra pessoas básicas, tenho até amigas que são, porém, é tão sem personalidade e aí ela só “cria” uma quando já está se relacionando com o Edward. Até me questionei se eu era assim na idade dela e concluí que talvez sim.

Em muitas ações dela, vejo o que uma supervisão parental não a colocaria em situações de pura IDIOTICE E MALUQUICE em que quase a matou, mas tudo bem, é somente um livro, às vezes têm que lembrar que não é uma realidade hahaha. Muitas ocasiões ela deixa claro em como o Charlie tenta ser um bom pai, mas o trata com indiferença? Em outras vezes, até esquece que mora com ele?

As partes em que ela fica com receio de apresentar o Edward quando começaram a ficar juntos são engraçadinhas, quem já apresentou o namorado para os pais sabe bem as emoções dela e fiquei com o coração quentinho hehe. Edward é toxico, sim, super protetor também, porém muitas ações dele são justificadas por conta da época que se passa, não ignoro e isso me fez pensar em largar o livro por muitas vezes, mas o momento de tensão, pela escrita ser boa, apaga um pouco o antes e você se foca nisso.

Posso dizer com todas as letras que o livro valeu muito o hype dele na época, a escrita é realmente envolvente, determinada, explicativa no ponto certo e muito bem elaborada. Sentia falta de uma boa escrita e não percebi.

Sobre o filme, acho muito vergonha alheia e quase não assisto, mas às vezes em época de frio as pessoas têm razão que combina muito e aí faço a maratona com a colega de casa. Pretendo ler toda a saga, mas só comentarei Crepúsculo e Sol da Meia-Noite, já que saiu muito tempo depois do livro um.

Considerações finais: Bella, pelo amor da Deusa, PENSA DIREITO, MULHER. A escrita é maravilhosa, Alice ainda é a melhor personagem dessa saga INTEIRA e podem reler sem medo, não envelheceu tão mal assim.